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Capítulo Três

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Capítulo Três

Mensagem por Hylian em Dom Out 07, 2018 12:40 am

O Chamado das 13 Cartas
Annabelle Hooper escreveu:
ANNABELLE HOOPER
Primeiro Ano
Saúde Normal
Pontos de Vida: 20
Pontos Mágicos: 20
Bônus:

  • + 3 Feitiços Azaração
  • + 2 Armadura (Defesa)
  • Feitiços do Elemento "Água" tem o dano Dobrado

Penalidades:
Ficha do Personagem

O mês de outubro passara com um piscar de olhos e a cada dia que se aproximava do Halloween, Dinnah Eyture, a docente que lecionava adivinhações adoecia cada vez mais, tendo que tirar licença para ser internar no Hospital Saint Mungus; o grandioso hospital mágico da Grã-Bretanha. Não havia um bruxo na terra que não o conhecesse ou pelo menos tivesse ouvido falar nele.

O castelo estava enfeitado em cada um dos quatro cantos e sete andares para a chegada do dia das bruxas. Uma das datas mais importantes para a comunidade que, diferente dos que vinham de famílias "trouxas" imaginavam, segundo a cultura dos bruxos, o dia das bruxas não era cultivado e homenageado como faziam os desprovidos de magia. Crianças bruxas não saiam nas ruas fantasiadas de seres místicos criadas pelas mentes insanas dos "trouxas" atrás de sustos e doces, não. Crianças mágicas tinham orgulho daquele dia, pois o Halloween ficara conhecida como o dia da magia e, se os discentes haviam estudado algo nas aulas de História da Magia, o dia 31 de outubro fora marcado na idade média por uma grande caça às bruxas que houve na época e levou muitos membros da comunidade mágica a fogueira e até mesmo "abortos" e "trouxas" confundidos com bruxos reais. Após a revolta e o massacre que houve no dia 31 de outubro, a data ficara conhecida e passou a ser comemorada como orgulho e em homenagem àqueles que antes sofreram.

Os salões comunais eram todos enfeitados com abóboras que foram cortadas para que se parecessem com monstros e enfeitiçadas pregando peças e assustando os mais desavisados. Caveiras de mentira e outros apetrechos também eram pendurados para todos os lados.

A grande celebração serviria também para que os habitantes do castelo esquecessem dos últimos acontecimentos e se acalmassem, já que desde que o ano letivo se iniciara tantas coisas estranhas e negativas haviam acontecido curiosamente envolvendo o grupo protagonista.

Era a manhã que antecedia o Halloween e a celebração seria feita exatamente quando o relógio mágico marcasse o equivalente as 00:00 horas e, ainda, faltavam um bocado de horas para que aquilo acontecesse. Muito embora os discentes, funcionários, e até mesmo docentes estivessem todos muito ansiosos para que chegasse a hora, todos, SEM EXCEÇÃO, quase como uma obrigação se é que tivessem orgulho do sangue que carregavam nas veias, seja ele de que tipo fosse, deveriam se reunir para o ritual bruxo (satânico, brinquis) diante da imensidão do lago sendo vigiados de longe pela majestosa lua e todo seu esplendor.

O dia trinta de outubro e véspera do tão sagrado dia era sempre livre ou pelo menos para aqueles que estudavam e não se metiam em detenções por ai. Madame Backenbauer, juntamente com o Prof. Dwerlf, conseguiram votos dos professores e funcionários para despachar os insuportáveis alunos (segundo eles) para Hogsmeade, já que eles seriam um estorvo em seu horário livre atrapalhando aqueles que estariam ali preparando a instituição para um momento tão importante e sagrado para a comunidade. Aqueles que não recebessem permissão dos pais para fazer a “pequena” excursão infelizmente não poderiam ir e a bondosa chefe da Grifinória tratou de dar a eles o que fazer. Mandou-os para a biblioteca fazer um trabalho a mão onde deveriam escrever sobre o dia das bruxas, o texto deveria ter no mínimo dois metros, fora o título, fontes de quais livros pesquisaram, autores e etc. e ela deixara claro que o trabalho deveria estar sobre sua mesa antes mesmo do anoitecer. “ – O corujal fica na área leste do lado externo do castelo, podem reclamar pros papais, se quiserem e depois arquem com as consequências, ou então, mudem para bubahtoms... Eles adoram formar florzinhas!” É claro que ela soletrara o nome da academia francesa de forma equivocada de propósito. Dito ela se retirou sem dar chance de qualquer outro discente de a encher a paciência, como se algum aluno se atrevesse...

O grupo que não recebera a permissão dos pais para se aventurar por Hogsmeade parecia ter recebido um banho de água gelada ao escutar que, além de ficarem de fora da diversão, ainda seriam “punidos” pela odiosa Madame carmesim por culpa de seus pais, e que coitado deles se reclamassem. Exceto o Sr. Kent, um primeiranista da Sonserina que, além de ter que fazer o relatório, teve que se sujeitar a limpar cinco  salas de aula que naquele dia não seriam usados.

Lillo, Matthew, Melissa e Annabelle assistiram seus amigos e colegas que receberam a permissão, se distanciarem unindo-se ao grupo nos jardins que seguiriam com sua guia até o destino de sua excursão, enquanto que eles e os demais estudantes que não possuíam permissão ficariam no castelo bem atarefados.

–  É muito injusto! – Reclamou Matthew emburrado quando subiam as escadarias de mármore – Até o May vai! Papai disse está com medo de que aconteça alguma coisa, ele ficou maluco, só vamos até Hogsmeade!

É, papai também está com medo... – Murmurou Lillo tristonha.

Melissa não conversou com eles, seguiu ao lado da prima de nariz empinado sentindo-se revoltada com a situação. O grupo da Sonserina quase nunca se misturava com estudantes de outra casa e eles seguiam distantes dos demais em direção a biblioteca que existia no segundo andar.

Era sempre difícil saber em qual andar se estava, isso porquê Hogwarts não possuía placas ou quaisquer tipos de sinalizações obvias. Os alunos se guiavam por seu tempo que "moravam" ali, como por exemplo: Sabiam que a Biblioteca ficava no segundo andar na área oeste e a enfermaria ficava no quarto andar no lado leste. Os banheiros masculinos de todos os andares ficavam sempre ao oeste, enquanto que os femininos eram sempre a leste. Era possível também se guiar pelo grande salão central das dezenas (ou talvez centenas) de escadarias que se moviam sem aviso, pois eram como um enorme elevador que levava a cada um dos sete andares do castelo, exceto as cinco grandes torres.  

A entrada da biblioteca era, no mínimo estranha, para não dizer bizarra. Chegaram a um corredor do segundo andar onde visivelmente havia um livro gigantesco de capa dura, o mesmo estava fechado e ia do chão ao teto. Era muito bonito e bem trabalhado a mão. O grande símbolo de Hogwarts em relevo cintilava no centro da capa mostrando seu valor. O primeiro aluno novato aproximou-se do mesmo sem ter muita certeza do que fazer, este era Andrew Montbell, Belle e Melissa lembravam-se dele do Expresso Hogwarts. O garoto arqueou a sobrancelha direita curioso com o grande objeto.

Abra o livro, menino, se deseja entrar na biblioteca! – Disse a doce e suave voz de uma dama, mas não era uma dama qualquer, era uma realeza, sim, era a dama fantasma que representava a casa azul e filha de Rowena Ravenclaw. Helena. Com um sorriso simpático a moça fantasmagórica acenou para os novatos e principalmente para aqueles que pertenciam a sua casa.

Você não sabia disso? – Perguntou Cassandra como se dissesse a coisa mais obvia do mundo, afinal, já estavam ali há quase dois meses, o menino deveria já ter aprendido a se virar sozinho, ou não? A corvina aproximou-se do mesmo e diante dele soletrou em alto e bom som – Venho aqui, em busca de conhecimento, lerei tanto quanto for necessário até que o cérebro se desmanche e a minha ignorância se desfaça em pedaços...

O livro se abriu automaticamente, porém não havia folhas, mas uma grande abertura em seu interior que revelava a entrada para a biblioteca. Um dos maiores aposentos de todo o castelo. Cassandra guiou os colegas e seguindo ela todos começaram a seguir em fila indiana não muito animados, pois sua tarefa levaria horas para terminar e estariam só começando. A jovem corvina parecia ser a única determinada a deixar a chefe da casa dos leões orgulhosa.

Essa menina deve ter algum probleminha... – Cochichou Matthew para Lillo quando Cassandra se afastou com os demais.

Lillo forçou para não rir, até porque não tivera muito tempo, nem ela, nem Annabelle nem o próprio autor da piadinha... Sentindo uma mão puxar cada um deles, eles não tiveram tempo de reagirem. O livro se fechou e Belle, de relance, vira Mellisa adentrar a biblioteca junto com os demais sonserinos acreditando estar na presença da prima. Ao virarem finalmente, Belle percebeu ter sido puxada por Damyien, enquanto que Matthew fora puxado por Graham, o monitor da Grifinória e Lillo por Louie, respectivamente o monitor da Lufa-lufa. Logo atrás jaziam Lumna, a garota de cabelos prateados com o mesmo sorriso simpático de sempre e ao seu lado, Scorpius Finnick, com o mesmo olhar manipulador e sorriso irônico de sempre.

Então... Estão querendo se divertir, ou vão ficar fazendo relatório pra aquela velha? – Perguntou Scopius impaciente.

Scorpius! – Ralhou Lumna.

Eu ainda acho que vamos nos meter em muita encrenca... – Murmurou Graham nervoso.

Vai ser divertido!– Animou Louie com os olhos azuis brilhando, falando com seu sotaque suíço – Não é todo dia que que é o dia dos bruxos, vai, vamos nos divertir e depois, é Hogsmeade!

Graham, você é um frouxo... – Debochou Scorpius.

–  Oi... – Disse Damyien corado sem saber muito o que dizer – Acho melhor irmos logo, aquela abor... velha chata da Orácea pode estar por perto – Disse ele desviando o olhar da Lumna, pois ele sabia que a amiga não admitia aquele comportamento.



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Re: Capítulo Três

Mensagem por mimacarfer em Ter Out 16, 2018 1:09 am


Bravery is by far the kindest word for stupidity

Assim que abriu os olhos, Annabelle notou que ainda estava na enfermaria de Hogwarts, o que significava que tudo aquilo havia sido um sonho. Lá fora, a noite caia sobre o castelo, assim como caíra sobre a antiga casa que visitara a pouco. Sentou-se na cama devagar, ainda sentindo algo estranho em seu peito, a agonia de sentir aquele sangue escorrendo por suas vestes ainda vívida em sua lembrança.  Ao fazê-lo, porém, notou um pequeno pedaço de papel na mesa de cabeceira da cama onde estava e, com cuidado, levantou-se, indo até lá. O breve bilhete, que logo ela entendera ser de Damyien, agradecia por seus sentimentos e cuidados a ele. Por um segundo sorriu, dobrando o pequeno pedaço de pergaminho e guardando-o em um dos bolsos de suas vestes. Em seguida, a jovem sonserina abriu a porta do quarto, indo rumo ao salão da enfermaria para perguntar se já estava liberada. Não mais sentia as dores de cabeça, mas estava preocupada com Melissa, uma vez que seu sumiço poderia deixar a garota nervosa após os últimos acontecimentos.

Naquela noite, apesar de chegar atrasada para o jantar, Damyien sentara-se ao seu lado, coisa que passaria a fazer com certa frequência dali em diante. Apesar de não se olharem ou conversarem por mais do que alguns segundos, Annabelle sentia-se bem perto do garoto e em algumas noites até mesmo se pegava esperando ansiosa por sua chegada.

Os dias que se seguiram passaram normalmente entre uma aula e outra, exigindo dedicação e tempo para os estudos. Na maior parte do tempo livre que tinha, Annabelle ia até a biblioteca ou ficava em um canto mais afastado que descobria na Sala Comunal de sua casa, de preferência evitando Freya e suas “amigas” a todo custo. Vez ou outra também, ao ficar até mais tarde no lugar, contava com a companhia de Sylph, o gato, por quem ganhara grande carinho desde o primeiro dia de aula.

As aulas da professora Fargan eram, sem sombra de dúvidas, as suas favoritas, enquanto que entre as demais era difícil escolher a pior. Embora tivesse orgulho por ser neta de Miranda Goshawk, autora de todos os volumes do Livro Padrão de Feitiços, utilizado até os dias atuais em Hogwarts, seu relacionamento com Madame Backenbauer não era nada fácil. As aulas do professor Clowl, chefe da Corvinal, e do elfo Dwerlf não eram diferentes.

Quando anunciaram o seu nome para o primeiro Campeonato de Duelos do ano, Annabelle mal conseguiu acreditar. Porque, dentre tantos bons alunos, logo ela teria sido escolhida? Aceitara a resposta de Melissa com certo orgulho, embora ainda desconfiada: porque ela era uma Hooper, e os Hoopers desde sempre eram os melhores. Porém, no fim das contas não foi o que demonstrara quando o caos se instalou no evento.

O campeonato, que antes era apenas um passatempo assistido por todos em Hogwarts no grande Salão Principal, tornou-se uma grande batalha que, por pouco, não lhe custara a vida. Mas o que mais ficara em suas lembranças foram os segundos de terror enquanto corria de encontro ao jovem May Woodburn e sentira seu sangue ainda quente em suas mãos. Por sorte tudo acabara bem e, devido a tal acontecimento, talvez o garoto tivesse se tornado o primeiro mestiço a obter o respeito da jovem Hooper.

Naquela noite, Annabelle não compareceu ao jantar no Salão Principal, ficando sentada na enfermaria por horas ao lado de Damyien, ambos em silêncio, aguardando notícias do jovem Woodburn. Quando finalmente a Sra. Medlock disse que o menino estava bem, Annabelle sentiu todo o cansaço do dia pesar sobre o seu corpo de uma só vez. Embora aquele dia tenha sido um marco na história de Hogwarts, ela queria apenas esquecê-lo, coisa que não conseguiria fazer tão cedo.

[...]

O tempo que Annabelle passara com Melissa em Hogwarts, embora curto, parecia já durar uma eternidade. Em apenas dois meses a jovem garota de olhos esmeralda já perdera a conta de quantas vezes havia estado perto da morte, o que a deixara ainda mais quieta e reservada do que sempre fora. Desde que voltara do episódio com o trasgo a pequena começara a ter problemas para dormir e não foram poucas às vezes em que acordara no meio da noite para ver se a prima estava bem após acordar de um pesadelo em que ela se encontrava em perigo e ela inevitavelmente não conseguia ajudá-la.

Embora não se falasse em outra coisa pelos corredores do castelo além da licença da professora de adivinhações e das comemorações de Halloween, festa que costumava ser a sua favorita desde sempre, naquele ano Annabelle não se sentia animada. Na verdade, embora de início tivesse ficado chateada por não poder ir a Hogsmeade com os outros alunos, decisão imposta por seu pai e sua mãe devido aos últimos acontecimentos, no fim acabara se convencendo de que fora uma boa decisão... Pelo menos até descobrir o “trabalho extra” que teriam pela frente.

Se antes a jovem sonserina já não simpatizava com a professora de feitiços e líder da Grifinória, agora então sua relação com ela só piorava. Observou-a se afastar, deixando os poucos alunos ali, resmungando e respirando fundo, e em seguida olhou para Melissa, como se conversando com a prima através do olhar, e concordando plenamente com ela. Sentia-se culpada por tê-la colocado naquela situação, afinal, se não fosse por ter permitido que saíssem da cabine na locomotiva, por ter ficado para trás nos dormitórios ou pelo ataque do trasgo que sofrera provavelmente ela estaria em Hogsmeade se divertindo com outros alunos de sua casa.

Annabelle viu os demais alunos começarem a se distanciar, unindo-se em pequenos grupos nos jardins para o início da excursão enquanto um garoto da Grifinória, que subia as escadarias de mármore com elas, reclamava sobre a injustiça daquilo tudo. Aparentemente, pelo que Annabelle podia notar, não eram só os seus pais que estavam receosos com os últimos acontecimentos em Hogwarts.

Observou sua prima caminhando quieta ao seu lado, provavelmente revoltada com a situação, e, sem pensar duas vezes, passou o braço pelo ombro de Melissa, tentando animá-la:

- Ei, anime-se! Não vai ser de todo ruim ficar aqui. Podemos terminar logo o trabalho e fazer uma pequena excursão pela biblioteca. Aposto que devem ter coisas incríveis por lá...

Apesar de tentar, sabia que aquilo não era exatamente animador, mas tentaria compensá-la mais tarde, após a celebração, de alguma maneira.

Assim que chegaram ao segundo andar, onde ficava a biblioteca, viu um grande livro fechado que ia do teto ao chão e que sabia ser a entrada, afinal já estivera ali algumas vezes procurando algo para se distrair e até mesmo se escondendo dos falatórios ocorridos após o campeonato. Por estar mais afastada do pequeno grupo, viu com curiosidade um aluno da Grifinória se aproximar, aparentemente sem saber o que fazer, enquanto Helena, a dama fantasma e filha de Rowena Ravenclaw se aproximava mandando-o abrir o livro e cumprimentando os alunos, principalmente os de sua casa. Cassandra, a menina que levara para a enfermaria na primeira aula de poções, presunçosa como aparentemente costumava ser passados os primeiros dias de estranhamento dos novatos, deu um passo a frente, para mostrar ao outro aluno como deveria fazer para adentrar o local, como se fosse algo completamente óbvio para todos os estudantes. Por um segundo, Annabelle abaixou a cabeça para não ver tal cena, afinal, odiava gente como ela. Não entendia como uma pessoa que nem sangue puro tinha podia se achar tanto...

- Mestiços - sussurrou sem nem ao menos se dar conta, começando a caminhar atrás de Melissa rumo ao interior da sala que se abrira com as palavras da menina juntamente com os demais.

Não havia dado mais do que três passos quando sentiu uma mão puxá-la, sem dar-lhe nem ao menos tempo de reagir. Assustada, pensou em gritar, mas apenas conseguiu ver de relance o livro se fechar após a entrada de Melissa e dos demais alunos. Respirando fundo, a garota se virou para ver quem havia lhe puxado e sentiu seu sangue congelar ao ver quem estava diante dela... Damyien. O monitor da Sonserina, não só estava ali, diante dela, como havia tido a ousadia de tocá-la! Sem perceber, a garota corou, desviando o olhar do garoto e percebendo que este não estava sozinho. Ali, outros monitores haviam feito o mesmo com outros alunos de suas respectivas casas, incluindo o garoto da Grifinória que antes reclamava da injustiça de ser punido por não poder ir a Hogsmeade.

Sem entender, a garota apenas se calou enquanto ouvia o detestável Finnick perguntar se eles queriam se divertir ou fazer o relatório, iniciando um diálogo estranho entre os demais monitores. Mas foram as palavras de Damyien que fizeram seu coração quase saltar pela boca... Como assim “irmos”? Aonde eles iriam? Ela não podia deixar Melissa ali sozinha... A prima a odiaria se descobrisse que ela fora a algum lugar para se divertir enquanto ela era castigada com um relatório gigantesco por sua culpa...
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Re: Capítulo Três

Mensagem por Hylian em Qua Out 17, 2018 9:26 pm

O Chamado das 13 Cartas

Annabelle Hooper escreveu:
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Os gritos irritantes de Orácea Keepah seguidos pelo sonoro apito que trazia foram suficientes para afugentar qualquer aluno que estivesse nas proximidades, inclusive o grupo de monitores que estavam com más ideias na cabeça. A hora era aquela se desejavam sair do castelo impunes e sem perder pontos para suas casas, enfrentar a rabugenta Orácea era ter que enfrentar a Madame Carmesim e isso poucos alunos estavam acostumados, nem mesmo Scorpius Finnick parecia estar disposto a ser entregue a chefa de sua casa novamente.  

Como um bom líder e capitão que era, Scorpius fizera sinal para que todos o seguissem levando-os por um corredor paralelo ao que Orácea se encontrava. Lumna parecia muito animada até demais, o que era estranho, já que não era muito conhecida por quebrar regras e nem mesmo Louie, ou Graham Bornhöffer, monitor grifino que parecia ser o mais preocupado com aquela situação, a verdade era que ele parecia estar ali contra a sua vontade, como se estivesse só por amizade mesmo.

–  Vamos... – Murmurou Scorpius como se guiasse seu time a vitória quando seus olhos verdes escuros viram de longe a gorda Orácea se distanciar em direção a biblioteca que ficara para trás – Trouxa burra...

Scorpius! – Ralhou Lumna aborrecida – Pare de ser tão preconceituoso, já conversamos sobre isso...

Shhhh – Fizera Louie e Graham fazendo sinal para que a corvina fala-se mais baixo, mas era tarde...

AHÁ! EU OUVI, ALUNOS NAQUELA DIREÇÃO! SOLDADOS, VAMOS! – Berrara Orácea e novamente soprou seu apito tão alto que era possível escuta-lo em outros andares do castelo. Annabelle e os outros tiveram que colocar as mãos nos ouvidos para não ficarem surdos tamanho era a potência de seu brinquedinho.

Viu o que você fez, Hughes... – Retrucou Scorpius fechando a cara.

Agora não é hora pra isso, vamos! – Disse Graham empurrando todos em direção a outro corredor sem saída desta vez.

O corredor era diferente, não havia janelas comuns como o resto do castelo e também não havia tapete ou moveis e nem quadros, mas uma grande escultura de uma deusa guerreira com asas gran. Annabelle e os outros primeiranistas (e talvez os veteranos) não sabiam realmente sobre quem se tratava a escultura.


Make-me Lavitate to go to Hogsmade’state… –  Lera Lillo a uma placa que havia logo abaixo da estátua.

Wingardium Leviosa – Murmurou Scorpius apontando sua varinha como se fosse uma espada em direção a estátua.

As asas da estátuas brilharam e ganharam vida batendo como as de um pássaro de verdade criando uma ventania capaz de chacoalhar os cabelos e vestimentas dos alunos. A deusa de pedra se moveu para frente e então para o lado curvou-se com graciosidade e revelou uma escadaria os levaria para o seu destino. Não era possível ver quase nada, pois o caminho era bem escuro.

Logo que todos passaram a estátua se fechou e todos puderam sentir Orácea bufando do outro lado como se tivesse frutada por ter sido mais uma vez ludibriada pela magia dos estudantes, ah como ela odiava trabalhar ali. O grupo de veteranos iluminou o caminhou com o comum feitiço “Lumus” para os novatos e animados, quase todos, desceram a escada em espiral que Belle e os outros tiveram a impressão que os levaria as masmorras, porém não. Um túnel de barro que certamente fora construído abaixo dos jardins e passaria ladeando a floresta e o lago em direção ao pequeno vilarejo se estendeu longe diante deles, a caminhada seria longa.

Não vejo a hora de chegar na Dedosdemel, comer uns doces bruxos! – Comentou Louie com seu sotaque suíço e massageando a barriga.

Louie, é verdade que seus país são dono de uma loja de doces trouxas, não é? – Perguntou Matthew Tasslehöff.

Sim, mas os doces são bem diferentes! – Respondeu ele.

Scorpius iria fazer qualquer comentário maldoso, porém se absteve ao notar o sério olhar cinzento de Lumna que já se preparava para isso.

Você é a Annabelle Hooper, não é mesmo? – Perguntou Matthew meio sem jeito, chamando a atenção de todos para a garota – Obrigado, bom, por ter me ajudado aquele dia com o May...

Lillo parou de repente sentindo o clima pesar. Ela conhecia o amigo da casa vermelha e sabia que ele não tinha a menor noção de como e quando dizer as coisas e aquele momento definitivamente não era a melhor hora de lembrar sobre o que aconteceu e ela percebera que, de repente, todos ficaram quietos como se o assunto fosse proibido, por melhor que fosse a intenção do menino.

Estranho... – Murmurou Scorpius mais a frente de rosto sério lembrando-se da marca.

Não vamos ficar tristes pessoal! – Disse Lumna animando a galera – Não estamos indo a Hogsmeade para isso. Vamos comer doces, nos divertir, esta é a ideia!




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Re: Capítulo Três

Mensagem por mimacarfer em Qua Out 17, 2018 11:46 pm

Em meio a toda a confusão entre os monitores, os gritos de Orácea fizeram o coração de Annabelle acelerar. Não podia ser pega ali com eles ou estaria encrencada. Na verdade, todos eles estariam. Sem pensar muito, até porque não tivera tempo suficiente para tal, Annabelle seguiu Scorpius pelo corredor paralelo ao que a zeladora se encontrava.

A garota apenas observava tudo, questionando-se o porquê daqueles monitores estarem fazendo aquilo. Não era correto um monitor estimular alunos, ainda mais do primeiro ano, a quebrarem as regras.

Um novo grito de Orácea, juntamente com o barulho de seu apito, fez com que ela levasse as mãos aos ouvidos e tentasse correr ainda mais rápido, disposta a dar tudo de si para não ser pega naquela situação.

Seguindo o monitor da Grifinória, a garota virou no corredor indicado, tentando recuperar a respiração que estava acelerada, o que veio a piorar quando notou que ali não havia uma saída, apenas uma grande estátua de algo que lhe lembrava um anjo.

Uma das alunas começou a ler a placa abaixo da estátua, enquanto Scorpius Finnick, com um feitiço, fez com que as asas da estátua brilhassem e ganhassem vida, revelando uma escadaria secreta na qual não era possível ver quase nada devido à escuridão.

Seguindo Damyien, Annabelle entrou ali e pouco depois ouviu a estátua se fechar, quase ao mesmo tempo em que a zeladora parecia alcançá-los. O grupo de veteranos então iluminou o caminho com suas varinhas, uma escada espiral que dava a impressão de ir até as masmorras de Hogwarts, mas que abrigava na verdade um imenso túnel subterrâneo que levava até o vilarejo vizinho. Respirando fundo, Annabelle seguiu os demais pela escada, já pensando em que desculpa daria à Melissa mais tarde, uma vez que com certeza seria questionada por seu desaparecimento.

Calada, a jovem caminhava junto ao grupo, ouvindo a conversa dos meninos sobre doces bruços e trouxas, quando o aluno da Grifinória que deveria estar na biblioteca com os demais se aproximou, perguntando se ela era a Annabelle Hooper, meio sem jeito.

- Sim - disse a garota, diminuindo o ritmo de seus passos enquanto o olhava meio confusa, sem entender aonde ele queria chegar com aquilo. Porém, ao perceber que a aluna da Lufa-Lufa parara e que todos a observavam, ela soube que a única coisa que queria era não ter mais que lembrar ou falar daquele dia - Eu não “te” ajudei, e sim ao Sr. Woodburn, a quem devo minha vida. Era o certo a se fazer... Não ache que somos amigos apenas por isso.

Demonstrando sua irritação, a garota o olhou diretamente nos olhos, dando o assunto por encerrado, e acelerou o passo, tomando a frente do grupo enquanto Scorpius ficava para trás, assim como a monitora da Corvinal que tentava fazer as coisas ficarem normais novamente.
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Re: Capítulo Três

Mensagem por Hylian em Qui Out 18, 2018 12:29 am

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Ei, para trás Hooper se não quiser se perder na escuridão! – Disse Scorpius ríspido e impaciente com a menina que se distanciou do grupo. O jovem apertou os passos para ultrapassa-la e assim determinar que ela deveria ficar atrás do líder que, no caso, era ele.

Matthew Tasslehöff ainda estava de olhos bem abertos tentando assimilar o que fizera ou falara de errado para ter tido uma resposta tão dura como aquelas e Lillo se aproximou dele preocupada demonstrando sua empatia para com o amigo.

Sonserinos são todos iguais – Cochichou Graham para os dois de modo que ele tivesse certeza que ninguém mais pudesse ouvir.

Damyien aproximara-se de Belle ignorando os outros, ali a única pessoa que lhe interessava era ela, os demais pouco lhe importava no momento, mas tinha algum apreço por seu primo e também por Lumna, apesar dela ter seu sangue corrompido pelas Veelas, como era dito pelas famílias bruxas mais conservadoras.

Você está bem? – Perguntou ele ignorando o primo mais velho e sua necessidade em ser o líder da situação. Seus olhos escuros desviavam-se dos de Belle, talvez ele tivesse algum receio de encará-la naquele momento, talvez aquela pergunta fosse retórica ou algum meio de iniciar uma conversa tola.

O que é estranho? – Perguntou Lumna a Scorpius.

Aquele símbolo que vimos no dia do torneio... a última vez que vimos ele... bem, você sabe...

SCORPIUS! – Berrou Graham de longe enfurecido – Você está passando dos limites!

Do que estão falando? – Perguntou Damyien interessado e parecia não ser o único, Lillo e Matthew estavam também.

Ele não está falando de nada! – Interrompeu Louie com seu sotaque suíço carregado – Vejam!

Chegamos... – Anunciou Lumna ofegante como se quisesse mudar o foco novamente.

O que quer que estivessem omitindo era alguma informação muito misteriosa e talvez valiosa. Lillo e Matthew se entreolharam e imaginaram que Belle também estivesse pensando o mesmo que eles que, definitivamente, eles sabiam de algo do que pudesse estar acontecendo, mas por que nenhum deles falava algo? Por que escondiam suas verdades e por que Graham Bornhöffer ficara tão enfurecido com o amigo? Era difícil responder tantas perguntas que assolava a mente do trio de primeiranistas.

A porta de madeira em forma de um semiarco estava logo ali. Lumna, a garota de cabelos prateados a abriu e eles adentraram em um aposento antigo, mal arrumado e de aparência abandonada.

Era uma pequena cozinha antiga com forno a lenha, porém não parecia ser utilizado talvez a anos. As panelas, pratos e outros utensílios de cozinha todos estavam cobertos por pó e sujeira bem como a longa e retangular mesa de madeira maciça. Havia uma geladeira também antiga, porém que estava em desuso e também algumas prateleiras e armários entulhados de coisas diversas. Scorpius guiou o grupo para uma sala de estar que ficava do outro lado cortando a cozinha.

A sala era bem menor e também estava completamente empoeirada e suja e o cheiro era desagradável. Belle e os outros tinham a impressão de que aquela casa fora abandonada há mais de anos, muito embora seus móveis nunca tivessem sido mudado de lugar, talvez o dona da casa tivesse falecido, ou algo do tipo. O sofá era tecido e completamente coberto por uma grossa camada de poeira, havia um relógio mágico na parede que não mostravam números, mas sim planetas, sóis, luas e estrelas, pois era assim que bruxos se guiavam durante o dia. Um tapete bege igualmente coberto por sujeira, embalagens de doces e poeira, algumas poltronas e uma mesinha quadrada com quatro cadeiras sujas do outro lado. Belle notou uma porta circular mais diante que parecia ser a porta de entrada da casa. Uma escadaria se estendia atrás do sofá levando para o andar superior e embaixo da escada havia uma porta também em formato de semiarco.

Sejam bem vindos a casa de Ninguém! – Anunciou Scorpius levantando os braços animado como um garoto feliz por estar aprontando.

Ele quer dizer, bem vindos a Hogsmeade... – Disse Lumna com um sorriso simpático no rosto.

Mostramos a eles nosso segredo? – Perguntou Louie animado.

Que segredo? – Perguntou Damyien sentindo-se aborrecido por não fazer parte.

Segredo? – Perguntou Lumna entre risos olhando para as escadas como se desse a entender que a resposta estava lá encima – É só uma...

Porta... – Completou Scorpius fazendo suspense.

Vamos? – Perguntou Damyien a Belle desejando saber o que tem de tão extraordinário na tal porta.

Doces! – Exclamou Graham lambendo os beiços.

Lillo e Matthew se entreolharam...





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Re: Capítulo Três

Mensagem por mimacarfer em Qui Out 18, 2018 1:23 am

Annabelle encarou Scorpius por um tempo, ainda irritada com a situação criada por Matthew:

- Me perder? Eu nem me afastei tanto assim de vocês, gênio!

A garota percebeu o desconforto de Matthew por causa de sua resposta e se deu conta, por um instante, que talvez tivesse sido dura demais com ele, porém jamais admitiria isso, não ali entre eles. Desejou ter feito uma escolha diferente lá atrás, quando simplesmente correu com eles para fugir da zeladora ao invés de simplesmente entrar na biblioteca e se juntar à Melissa para fazer o relatório da desagradável Madame Backenbauer, porém, ao ver o monitor de sua casa se aproximar, sentiu seu coração se acalmar novamente.

- Sim, estou. Podemos apenas continuar? - falou, cansada demais para expressar em palavras o que seu coração lhe dizia há dias: que apenas queria sumir e esquecer todos os momentos ruins que passara nos últimos meses e, principalmente, esquecer o quanto tinha medo que algo pior ainda pudesse acontecer dali pra frente.

Respirando profundamente, a garota ficou ali, parada, apenas esperando que todos decidissem continuar enquanto ouvia a conversa da monitora da Corvinal e Scorpius Finnick. Ao ouvir sobre o símbolo que viram no dia do torneio, porém, não pode deixar de prestar atenção ao que diziam. O que significava aquele “bem, você sabe”? E porque o monitor da Grifinória ficara tão enfurecido com aquilo?

Annabelle olhou para todos, parecendo confusa novamente, enquanto Damyien fazia a pergunta que ela tinha na cabeça. Afinal, do que eles estavam falando?

Louie, porém, foi quem deu o assunto por encerrado, dizendo que ele não estava falando de nada, seguido do anúncio de Lumna de que haviam finalmente chegado à Hogsmeade. A garota olhou para a aluna da Lufa-Lufa e o aluno da Grifinória rapidamente e esperou que todos continuassem rumo à porta de madeira que estava logo ali. A monitora de cabelos prateados, então, abriu-a e eles adentraram em uma antiga cozinha que parecia completamente abandonada. Em seguida, Annabelle continuou seguindo o grupo até uma sala de estar que parecia ainda menor que o cômodo anterior. Ali, o cheiro desagradável fez com que ela se sentisse um pouco incomodada e ansiosa por deixar o lugar. Observou rapidamente a decoração, chegando até à porta circular que parecia ser sua porta de entrada, quando Scorpius lhes deu as boas vindas ao que chamava de Casa de Ninguém e a monitora da Corvinal concertou, dizendo ser Hogsmeade.

Novamente Annabelle os olhou, já começando a perder a paciência com todo aquele teatro, quando o monitor da Lufa-Lufa que lhe ajudara a entrar na locomotiva, questionou sobre mostrar a eles um segredo, que Damyien novamente parecia não conhecer.

Continuou ouvindo a conversa, até o momento em que Damyien a chamou, olhando-o por alguns segundos:

- Acho que eu não tenho outra alternativa, tenho? – disse, ainda demonstrando sua irritação com tudo aquilo e começando a caminhar atrás do grupo novamente, deixando o monitor do covil para trás.
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